zeldathemes
19, Rio de Janeiro
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Eu gosto de beber café sozinho e ler sozinho. Gosto de andar de ônibus sozinho e ir andando para casa sozinho. Isso me dá tempo para pensar e definir coisas na minha mente livre. Eu gosto de comer sozinho e ouvir música sozinho. Mas quando eu vejo uma mãe com seu filho, uma menina com seu amante, ou um amigo rindo com seu melhor amigo, percebo que mesmo que eu goste de ficar sozinho, não gosto de estar sozinho.
Sozinho
Eu me peguei pensando: Como pode o amor acabar? Como algo tão nobre pode simplesmente chegar ao fim ou deixar de existir? Quando eu era mais novo acreditava naquela coisa de felizes para sempre, mas agora depois que cresci um pouco eu vejo o quão patéticos somos de acreditar que o amor iria durar para sempre, se nem nós mesmos duramos para sempre. E isso, em sua grande maioria, deve-se principalmente as expectativas que a gente põe tanto no próprio sentimento quanto na pessoa de quem a gente espera recebê-lo. A gente acredita que a reciprocidade é algo válido e que sim, independente da intensidade, ele perdurará. Mal sabemos que se não for na mesma medida em ambas as partes aquela reza toda feita pela humanidade, aquele conto de fadas ao qual somos induzidos a acreditar, não passará apenas disso: um conto. Uma ilusão. E, acabamos por não mais sonhar, não mais acreditar, não mais criar expectativas. A gente apenas deixa seguir e fica apenas com aquele sentimento de que está faltando algo; algo que nos tirava desse mero ritual de apenas existir. No fim, algo que era para nos dar vida, acaba nos matando, mesmo que aos poucos.
céu de júpiter e ser de barro em uma conversa franca sobre o amor (via ceudejupiter)